
Como saber se um tronco SIP parou de completar chamadas?
A forma direta é ligar para ele. O Monitor faz uma chamada de teste real para cada circuito de voz (tronco SIP, ramal de filial ou número da central de atendimento) no ritmo combinado, e confere três coisas: se a chamada completou, se o áudio passou nos dois sentidos e se a voz soou clara. É o monitoramento de chamadas SIP feito do lado de fora, como o cliente vive. Quando qualquer uma das três falha de forma confirmada, a sua equipe recebe o alerta com o código SIP como prova.
O monitoramento comum pergunta ao equipamento se ele está no ar. O PABX responde que sim, o tronco aparece registrado e a rede está verde, enquanto quem liga ouve silêncio. Uma chamada real não depende do que o equipamento diz sobre si mesmo. Essa técnica se chama monitoramento sintético, e o guia de chamadas sintéticas explica quando usá-la junto com o monitoramento passivo, e o guia de monitoramento passivo vs chamadas de teste ativas compara os dois em detalhe.
O que cada chamada de teste verifica?
| Verificação | O que conta como falha |
|---|---|
| A chamada completa | Recusa da operadora (por exemplo SIP 403, 404, 480 ou 503), ou nenhuma resposta |
| Atende quem deveria atender | A saudação esperada, o tom de teste ou o serviço de eco não atendem |
| Áudio nos dois sentidos | Áudio em um só sentido ou ausente (ligação muda) |
| Qualidade de voz | MOS-LQO medido abaixo do limite combinado: a chamada conta como degradada |
Cada resultado traz o código SIP e a causa Q.850. Para ler os mais comuns, veja SIP 503, SIP 486, SIP 480, SIP 408 e as causas Q.850 16, 34 e 127. Se a ligação completa e fica muda, o guia de ligação muda e áudio de um lado só mostra as causas. Para o tempo até o primeiro toque, veja o post dial delay, e para a taxa de chamadas atendidas, o ASR e ACD.
Como o Monitor evita alarmes falsos?
Uma chamada que falha é repetida no seu ritmo, o reteste antes de alertar. Só falhas seguidas, quatro por padrão (a primeira e três novas tentativas), abrem um incidente. Uma oscilação de um minuto não acorda ninguém de madrugada, e um alerta às 2h é sempre real.
Se o problema estiver do lado da 2N5, por exemplo a nossa plataforma de chamadas sem resposta, o teste fica sem visibilidade: não conta contra o tronco, não entra no SLA e não avisa o cliente. Janelas de manutenção silenciam os alertas enquanto a operadora ou a sua equipe trabalha no circuito.
Que evidências vão para a operadora?
Cada incidente traz um bloco pronto para colar no chamado: o circuito, a operadora, o primeiro sintoma, o código SIP e a causa Q.850 de cada chamada, e a última chamada saudável. É a resposta para o “nenhum defeito encontrado”: horário, número chamado e o que a rota devolveu.
Exemplo de evidência, com dados de demonstração: SIP 503 Service Unavailable, Q.850 causa 34 (nenhum circuito ou canal disponível), confirmado após 4 chamadas com falha.
Quem é avisado, e como?
A escada de escalonamento da sua empresa, por e-mail, um nível de cada vez, até alguém reconhecer o incidente com um toque no celular. Veja alertas e escalonamento.
Como o Monitor se compara a ferramentas de rede e de captura?
Ferramentas de rede e de captura respondem a perguntas diferentes: o que o equipamento informa e o que passou pela rede. O Monitor responde se uma chamada real completa. Veja os comparativos com o VoIPmonitor, o Zabbix e o PRTG, e o guia de monitoramento de circuitos de voz.
Perguntas frequentes
Como monitorar um tronco SIP 24 horas?
Com chamadas de teste reais em intervalo fixo, dia e noite, e não apenas com o estado do registro. O Monitor da 2N5 liga para um número atendido por esse tronco, confere se a chamada completou, se havia áudio nos dois sentidos e se a voz soou clara, repete a chamada que falha e só então alerta a equipe, com o código SIP e a causa Q.850.
Qual a diferença entre monitoramento passivo e chamadas de teste ativas?
O monitoramento passivo analisa as chamadas que os clientes já fizeram, por captura de pacotes ou relatórios de chamadas; mostra o que aconteceu, mas não vê nada quando ninguém liga. As chamadas de teste ativas ligam em horários marcados e acham a falha antes do cliente, inclusive de madrugada. Quem precisa saber primeiro precisa do ativo, e os dois se complementam.
O que é monitoramento sintético (chamadas sintéticas)?
Monitoramento sintético, ou de chamadas sintéticas, é o teste em que um sistema faz chamadas reais para o seu número em horários marcados e registra o resultado de cada uma: se completou, o que atendeu, se havia áudio e como estava a qualidade. É o que o Monitor da 2N5 faz em cada circuito de voz, em oposição ao monitoramento passivo.
O que significam os erros SIP 503, 486, 480 e 408 e as causas Q.850 16, 34 e 127?
O SIP 503 diz que o servidor não consegue atender agora, por sobrecarga, manutenção ou falta de canal. O 486 é ocupado, o 480 é destino temporariamente indisponível e o 408 é tempo esgotado sem resposta. Na Q.850, a causa 16 é desligamento normal, a 34 é falta de circuito ou canal e a 127 é falha de interconexão sem detalhe. O Monitor guarda os dois códigos de cada falha.
O Monitor precisa de acesso ao meu PABX ou ao meu SBC?
Não. A 2N5 faz as chamadas de teste da própria plataforma, para os números que você indicar, como qualquer pessoa faria. Nada é instalado no seu PABX, no SBC ou na rede de voz, e o monitoramento não depende do que o equipamento informa sobre si mesmo. Por isso funciona com qualquer PABX ou plataforma de atendimento, sem integração.
Com que frequência cada tronco é testado?
No ritmo combinado com você, por exemplo a cada 15 minutos, ou em horários fixos, inclusive de madrugada e nos fins de semana. Uma chamada que falha é repetida antes de qualquer alerta, e só quatro falhas seguidas, a primeira e três novas tentativas, abrem um incidente. Assim uma oscilação de um minuto não acorda ninguém e um alerta de madrugada é sempre real.
As chamadas de teste ocupam canais do meu tronco?
Cada teste é uma chamada curta para um número que você escolhe, dentro de um limite de chamadas combinado. Ela ocupa um canal do tronco por poucos segundos, como uma chamada de cliente, e nunca toca nas chamadas dos seus clientes. O ritmo dos testes é combinado com você justamente para não disputar canal com o seu atendimento.
Funciona com qualquer operadora?
Sim. O teste disca o número, então funciona com troncos SIP e E1 de qualquer operadora e com qualquer PABX, sem integração. O resultado de cada chamada traz o código SIP e a causa Q.850 que a rota devolveu, que é justamente o que a operadora precisa para abrir ou encerrar um chamado.
O que acontece quando a falha é do lado da 2N5?
O teste é marcado como sem visibilidade, nunca como falha do seu tronco. Ele não conta contra o seu SLA, não abre incidente para você e não acorda ninguém da sua equipe; quem é avisada é a 2N5, se a situação durar mais de 30 minutos. Assim a falha do próprio monitoramento nunca é cobrada do seu circuito.